Relembrar a obra vicentina no Teatro Garcia de Resende

No mês de janeiro, alunos das diferentes turmas do 9º ano e do 11º ano dos Cursos Profissionais de Logística e de Manutenção Industrial, que frequentam a ESPAM (AESA), participaram numa visita a Évora, cidade Património Mundial.

Durante a manhã, os alunos percorreram um itinerário específico, tendo a oportunidade de visitar alguns pontos importantes da cidade, nomeadamente a Universidade de Évora, a segunda mais antiga em Portugal ou o Centro Interpretativo da Cidade, localizado no interior do Palácio D. Manuel, no centro do Jardim Público de Évora, o Centro de Arte e Cultura (Fundação Eugénio de Almeida) que oferecia a exposição coletiva “Surrealismo: um salto no vazio”, entre outros locais do centro histórico. Por seu turno, outro grupo de alunos realizou a visita guiada próprio Teatro Garcia de Resende, inaugurado em 1892, um dos mais relevantes teatros “à italiana”, existentes em Portugal. O nome deste espaço evoca uma figura ímpar e versátil do Renascimento português – Garcia de Resende – poeta, cronista, músico e desenhador eborense.

No decorrer da tarde, as companhias de teatro Centro Dramático de Évora (CENDREV) e A Escola da Noite apresentaram, em coprodução, neste espaço centenário, e em mais uma sessão da temporada, uma interessante e atual adaptação da peça Auto da Barca do Inferno, “A Embarcação do Inferno”.

Constatou-se, através de uma encenação singular e das interpretações irrepreensíveis dos atores, da cenografia, da luz, do som, com a intervenção eficiente de todos os profissionais, que as palavras de Gil Vicente permanecem válidas e intemporais.

Passados mais de 500 anos, esta peça continua a convidar à reflexão sobre os problemas da sociedade e sobre a necessidade de se premiar o Bem.

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