Os livros, os filmes e a música são formas de arte que, de uma forma ou de outra, são sempre constantes na nossa vida. Assim, considero que, mesmo sem nos apercebermos, a arte tem a magia de nos moldar.
Julgo que o facto de a nossa personalidade ser, muitas vezes, baseada em personagens ou em conteúdos que lemos ou assistimos é inegável. Com isto, não quero dizer que copiamos, por completo, a forma de agir de uma personagem, mas ao criarmos afinidade com uma história ou filme é natural que isso nos inspire. É extremamente comum identificarmo-nos mais com uma das personagens e, se repararmos, há uma grande possibilidade de a nossa visão, relativamente a outros elementos do enredo, ser fortemente influenciada pelas interações que estes têm com a nossa personagem preferida ao longo do filme/livro.
Por outro lado, considero que a arte nos ensina a sentir. É a arte que nos permite viver e não só existir. Se pararmos para refletir, o único tipo de conteúdo físico que nos faz sentir é a arte. Tudo o resto apenas serve para nos informar, consciencializar e ensinar. Mas, para que é que tudo isto serve se eu não me souber exprimir? Para nada. Toda essa informação apenas irá ficar submersa em mim sem ter por onde sair. E é aqui que a arte se reveste de um papel importantíssimo. Para mim, é a música que me liberta e me faz sentir. Há música para todas as sensações: se estou feliz ouço rock ou pop, se estou triste, uma balada é o ideal. Por isso, na minha opinião, é a arte que nos torna humanos e não só… alguém.
Deste modo, posso concluir que qualquer tipo de arte que nos tenha marcado (ou possa vir a marcar), nos estrutura e define enquanto pessoas, fazendo com que a nossa existência realmente tenha significado.
Mariana Inverno, 12.º B/F, ESPAM-AESA (2023/2024).Profª Saudade Mestre