DIA ABERTO NO AESA

27 de abril de 2023. Dia Aberto no Agrupamento de Escolas de Santo André. Às 8:30h, na sala 33 da Escola Secundária, os alunos estão com um ar repousado. “Hoje é só para marcar presença, não é? Temos planos, a começar às 9.”  “Quais são os planos?” – perguntou a professora. “A turma vai participar no torneio de vólei” – “Para perdermos de novo, como é habitual.”, acrescenta outra aluna, bem-disposta – “e elas” – aponta para três colegas – “vão concorrer ao peddy-paper de fotografias de Santo André”.   “E o resto do programa que consta do folheto de divulgação?” Resposta rápida: “Vai haver gente para tudo e as exposições ficam sempre mais uns dias.” O Eça ficou arrumadinho na sala de aula, à espera do dia seguinte, e a turma apressou-se na saída. 

Torneio interturmas de voleibol, com participação de uma turma de professores e encarregados de educação: quem ganhou? O 11.º A!  (Não se fala da turma dos professores e dos pais, porque foram eles quem verdadeiramente ganhou…) A turma B perdeu, como já se esperava, eliminada por dois pontos. Têm um ano pela frente, ainda, para contrariar o destino, que todos sabemos que só existe se quisermos. 

Das outras atividades na ESPAM:

Vamos conhecer e fotografar Santo André (Peddy Paper e concurso fotográfico no âmbito do Projeto “Happy Schools”. Pelas 9:30h, as equipas, que previamente se tinham inscrito, compareceram no anfiteatro para as necessárias orientações. E lá foi dado o sinal de partida! Entusiasmo, vontade de passear por Santo André, curiosidade quanto aos prémios…. Vamos lá começar a responder às questões sobre a nossa localidade e tirar algumas fotografias com criatividade! Não tardou nem uma hora e já a primeira equipa regressava: exausta, mas feliz por ter sido a primeira. A pouco e pouco, as outras equipas (eram 6 no total) foram entregando as suas respostas e comentando os episódios desta aventura. Apurados os resultados finais, saiu vencedora uma equipa do 8.º A, composta pelos alunos Gustavo Silva, João Fialho e Ricardo Malveiro. Agora já só faltava observar cuidadosamente as imagens que todos captaram e atribuir, também aí, a vitória aos mais criativos…. Sagraram-se vencedoras do Concurso de Fotografia as alunas Clarisse Tola, Daniela Dourado e Lara Afonso da turma 8.ºC. Parabéns a todos os que participaram empenhadamente nesta atividade!

Ainda na ESPAM, para os espíritos mais virados para a ciência: na atividade Jogos Matemáticos, os alunos participaram no Xadrez, RummiKub, Ouri, Torre de Hanói, Polydrons, Jogo do Moinho, Tangram, Triominos, entre outros. No Laboratório de Química “brincou-se” com a química através da realização de algumas experiências, tais como pega monstros e pasta de dentes para elefante. Durante a manhã, a comunidade escolar teve ainda a oportunidade de assistir, no auditório, ao documentário “Uma viagem ao infinito”, onde especialistas de renome na área da Matemática, Física, Cosmologia e Filosofia, exploram filosófica e cientificamente o conceito do infinito e as suas implicações arrebatadoras para o universo. Sem termos excessivamente complexos, o documentário deu a quem assistiu a oportunidade de refletir sobre a vida numa nova perspetiva. Após o documentário, os alunos e professores tiveram a oportunidade de experienciar “Ambientes imersivos de realidade aumentada e virtual”. Visualizaram Paris em 360°, mergulharam com os tubarões e até visitaram o quarto de Van Gogh, entre outras experiências, com óculos VR. 

Das outras exposições que irão permanecer mais uns dias na ESPAM: “O 25 de Abril de 1974”, que ocupou a zona nobre da escola, mais uma vez contou a alunos e a muitos adultos os acontecimentos que levaram ao dia da revolução e ao virar da história de Portugal há 49 anos, através de uma mostra de poemas, textos em prosa, fotografias, canções de intervenção e desenhos originais, que marcaram a conquista da liberdade e o fim da guerra colonial.  Caso para lembrar os versos de Chico Buarque, músico e escritor brasileiro, que recebeu, no passado dia 24, com três anos de atraso, devido aos problemas dos novos tempos, pandemias e confinamentos, o diploma do Prémio Camões de 2019, assinado pelos presidentes das duas nações: “Sei que está em festa, pá / Fico contente / E enquanto estou ausente / Guarda um cravo para mim / Eu queria estar na festa, pá / Com a tua gente / E colher pessoalmente / Uma flor no teu jardim”.  Entretanto, à porta da Biblioteca, um grande mural em papel de cenário apelava à interação dos alunos. O mote a glosar consistiu em: “A Democracia é …” Por felicidade, a grande maioria dos “utilizadores” da ESPAM não sabe o que é viver no seu oposto, em ditadura, só por histórias que com eles partilham. 

O passado justificado, a segunda exposição aponta para o presente e o futuro. Denominada em Inglês, “Clean up”, a mostra de trabalhos de alunos do 1.º Ciclo, em Robótica, alerta para o grande desafio do planeta Terra, a sua sobrevivência, apesar dos extremos que as atividades humanas teimam em repetir, aparentemente sem consciência.  

Tomadas de consciência fizeram-se no pátio da ESPAM, ao sol que aquecia mais do que o expectável para o mês de abril. Da comunidade, vieram o CRI e os Rastreios Biomédicos, que ajudaram a desmistificar mitos e a acrescentar ciência. 

Entretanto, que outras coisas fizeram os mais novinhos? Na Escola Básica n.º 1, o Concurso de Dança, que envolveu todas as turmas de 5.º e 6.º Anos, e ainda alguns grupos do 3.º Ciclo, teve uma abertura musical poderosa, com os alunos do 4ºB da EB1 nº 4, a tocar, com flautas e violas, o “Hino da Alegria”, o 4.º andamento da 9ª Sinfonia de Beethoven.  É o que se chama “Articulação interdisciplinar e interciclos”! A animação da dança foi geral e muito gratificante. A escola realizou, ainda, uma grande exposição de pintura com motivos de flores, frutos e animais, resultante de trabalhos realizados pelos alunos nas aulas de Educação Visual.  Em Educação Musical, os alunos criaram ritmos e poemas sobre as flores, frutos e animais pintados, os quais também estiveram expostos. Também houve uma exposição de instrumentos musicais, construídos pelos alunos, com material de desperdício.   Uns pequenos artistas, estes meninos! E não só! Na atividade “Dia da Matemática e Ciências Naturais”, os alunos tiveram à sua disposição mesas com jogos e elaboraram origamis e quebra-cabeças. Estiveram expostos os trabalhos realizados pelos alunos ao longo do ano letivo em Ciências Naturais.  Tudo ficou registado em fotos e vídeos, para memória futura, pois uma sua professora, agora aposentada, foi visitá-los nesse dia e disponibilizou a sua colaboração. 

Na Escola Básica n.º 2, os alunos realizaram uma caminhada para observação da fauna e da flora da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, que contou com a colaboração da Associação de Pais. Esta iniciativa reforçou o conhecimento do património natural, sensibilizando para a sustentabilidade dos ecossistemas.

Durante a manhã, os alunos da Escola Básica n.º 3 estiveram em movimento… Com muito entusiasmo e alegria realizaram jogos tradicionais no espaço exterior da escola, tais como, jogo da macaca, lencinho da botica, petanca, corrida de sacos, e outros menos tradicionais, como o jogo do galo, quatro em linha, jogos com água e bowling. 

Na Escola Básica n.º 4, o Dia Aberto foi assinalado com a realização de um mural coletivo sobre a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha. Esta iniciativa conjunta inseriu-se no tema dos projetos interdisciplinares do Clube Ciência Viva. Como anteriormente dissemos, a turma 4.º B também participou na abertura do Concurso de Dança da Escola Básica n.º 1, com a apresentação da 9.ª Sinfonia de Beethoven.

As duas turmas da Escola Básica de Deixa-o-Resto realizaram um percurso de Educação Física com várias estações: obstáculos; cambalhota; equilíbrio e salto.

À noite, na ESPAM, “De Olhos nos Astros”, observou-se o céu noturno com o telescópio e os alunos conseguiram ver a Lua, a fase de Vénus, localizaram Marte e identificaram algumas constelações, tais como Gémeos, Ursa Maior e Ursa Menor. 

Por Cristina Felicíssimo, Gracinda Vieira, Helena Alves, Helena Inverno, Joaquina Carmelo e Regina Romeiro, AESA

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