Atualmente, encontramos situações com as quais não estamos de acordo, seja em termos sociais, seja a nível económico e político. Mas, será que a insatisfação não trará benefícios para a Humanidade? Na minha opinião, a insatisfação contribui para a evolução do homem e das nações.
Em primeiro lugar, estar insatisfeito com algo pode levar o ser humano a saber mais sobre si mesmo, sobre a sua personalidade, as suas capacidades ou os seus defeitos. Imaginemos um adolescente que estudou para um teste e no dia da entrega, obteve um resultado menos positivo, que não lhe agradou. Esta situação poderá consciencializá-lo de que precisa estudar mais para obter excelentes resultados, proporcionando o aumento do seu sucesso escolar.
Por outro lado, a um nível mais coletivo, a insatisfação pode conduzir a alguma frustração, ou seja, o facto de algo não agradar, poderá levar à manifestação de uma opinião, sendo um dever do cidadão, a liberdade de expressão. Por exemplo, na Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, no capítulo onze, o povo revolta-se contra D. Leonor Teles, revelando, enquanto ator coletivo, uma enorme insatisfação, facto que motiva a intervenção do Mestre de Avis e, posteriormente, a sua ascensão ao trono. Portanto, podemos afirmar que, a insatisfação do povo deu lugar a uma nação diferente.
Concluindo, a insatisfação, em determinados momentos, contribui para a evolução do homem, individual e coletivamente, já que propicia o seu próprio desenvolvimento e pode levar à conquista de um futuro melhor.
Patrícia Afonso, 10ºA, ESPAM
Prof.ª Saudade Mestre