Noites e Introspeções

Ao cair da noite, a escuridão cobre, como um manto, o perecível mundano. A visão, pouco lúcida, esforça-se por distinguir formas e cores. Tudo o que vejo é tudo o que não consigo ver. A nitidez dissipou-se… vejo através de uma janela revestida por grãos de areia. O ar seco arrepia e gela a pele, entranha-se nos panos que me servem de agasalho. O noturno tem a sua beleza. Envolve corpo e mente num estado introspetivo, que me faz observar mais atentamente o ambiente em que estou inserida, e clarifica pensamentos que outrora me eram bloqueados pelo inconsciente.

Margarida Quinhones, 12.º D, ESPAM

Fotografia: Margarida Quinhones 

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